Bayern volta a fazer 5 no Arsenal, avança e deixa Wenger perto de ir embora

A sensação de que o Bayern de Munique havia matado o confronto contra o Arsenal ao fazer 5 a 1 no jogo de ida se transformou em fato concreto nesta terça-feira. Como já se imaginava, o time inglês não teve condições de reagir. Até abriu 1 a 0, mas acabou levando outra goleada humilhante, novamente por 5 a 1.
Verdade seja dita: o resultado desta vez foi injusto. O Arsenal mandou na partida até os 8 minutos do segundo tempo, quando já merecia o segundo gol. O árbitro grego Tasos Sidiropoulos, porém, marcou polêmico pênalti de Koscielny sobre Lewandowski. Deu o amarelo para o zagueiro francês, que reclamou e acabou levando o vermelho.
De uma hora para outra, por conta de uma trombada de jogo, o Arsenal se viu precisando de quatro gols e com um jogador a menos. Os jogadores do time inglês sentiram a pressão e acabaram se tornando um saco de pancadas luxuoso para o time de Carlo Ancelotti.
Antes a partida, nem a torcida do Arsenal acreditava em uma virada, tanto que o pré-jogo foi marcado por um barulhento protesto de torcedores do clube inglês a favor da saída de Arsène Wenger, que comanda o time desde 1996 e balança como nunca. O contrato dele vai até o fim da atual temporada e pode não ser renovado.
O principal argumento contra ele é que o Arsenal nada, nada, e morre na praia. Desde a temporada 1998/99 a equipe participa da Liga dos Campeões, tendo chegado só uma vez à final. Já são incríveis sete eliminações seguidas nas oitavas de final, contando essa contra o Bayern.
O Arsenal, aliás, é um freguês de carteirinha do Bayern. De 2005 para cá, esta é a quarta vez que os clubes se enfrentam nas oitavas de final da Liga dos Campeões e em todas os alemães levaram a melhor. Mas nunca foi tão fácil quanto desta vez. Depois dos 5 a 1 na Alemanha, o Bayern chegou leve à Inglaterra e segurou o ímpeto do Arsenal no primeiro tempo. Só foi vazado aos 19 minutos, com um chute cruzado de Walcott, alto, que Neuer aceitou.
Ainda era pouco e os dois times sabiam disso. O Bayern se aproveitava dos contra-ataques e chegou a mandar uma bola para as redes com Hummels, mas o gol foi corretamente anulado aos 3 minutos do segundo tempo.
Tudo mudou com o pênalti e a expulsão de Koscielny, bastante contestados pelos jogadores do Arsenal. Lewandowski bateu, fez, e resolveu o jogo ali. Depois, foi só passeio. Ospina errou na saída de bola, depois Alexis Sánchez a perdeu na meia-lua, Robben aproveitou e fez o segundo, aos 22.
Douglas Costa, que saiu machucado do jogo contra o Colônia, no sábado, entrou no lugar do holandês, mostrando que está tudo bem com ele para a seleção. E foi brasileiro que fez o terceiro gol, no estilo Robben, carregando a bola e batendo de esquerda.
Com a zaga do Arsenal dormindo, Vidal anotou o quarto. Depois, o chileno ainda fez o quinto, mas só porque Douglas Costa não quis ser fominha e deu para ele o gol que criou. Fora o baile, o Bayern ainda mandou uma bola na trave com Lewandowski.
O Bayern só vai conhecer seu adversário nas quartas de final, por sorteio, no dia 17, depois da realização de todos os jogos de volta das oitavas. Mais dois estão programados para esta quarta-feira e outros quatro para a semana que vem.
Já o Arsenal vai tentar juntar os cacos, com ou sem Wenger. Os protestos contra ele seguiram durante a partida, especialmente depois que ela já estava resolvida, sempre no tom de: "Já deu". A equipe é quinta colocada do Campeonato Inglês e, se não reagir, nem para a Liga dos Campeões vai na temporada que vem.
Fonte: Estadão Conteúdo

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