Moradores da rua Jesuíno Pamplona estão ilhados, presos em suas casas

Moradores da parte alta da rua Jesuíno Pamplona, bairro Jardim Ouro Branco, estão impossibilitados de saírem de suas casas devido ao caos em que se encontra a principal via de acesso do bairro.
Segundo Luiz Bizerra do Carmo Filho, ele reside na rua há 18 anos e a cada período de chuva a situação fica cada vez pior. O morador afirma que uma vez a cada quatro anos a Prefeitura dá uma maquiada na rua com promessas de asfaltar, mas entra gestão, sai gestão, o abandono continua. Ele alega que se estiver chovendo não tem como sair ou entrar em casa e que seus filhos quiserem ir para a escola precisam ir de bicicleta, percorrendo longas distâncias.
“Sempre antes das eleições os candidatos a prefeito passam pela rua em caminhadas políticas, visitam nossas casas e prometem solucionar o problema, asfaltando a rua, mas depois de eleitos sequer passam aqui para agradecer os votos”, desabafou Luiz Filho, afirmando que uma vizinha sua, certa vez, quebrou uma das pernas ao cair num buraco.
O morador afirmou ainda que sofreu um acidente doméstico na casa de sua sogra e em função da rua estar intransitável, teve que ficar 15 dias sem poder voltar para sua residência. “Como eu não podia caminhar e o carro não passava, só retornei para minha casa após mandar colocar entulho na valeta que tinha em frente a garagem do meu lar”, reclamou.
Luiz Filho alega que vários abaixo assinados foram encaminhados para as administrações anteriores e a promessa era sempre a mesma, só arrumariam a rua após o período chuvoso. Acontece que acabam as chuvas e com elas vão embora as promessas. “Houve uma vez, na gestão passada, que alegaram que não tinha como asfaltar a rua uma vez que ela faz parte do Jardim Ouro Branco II e o loteamento não seria legalizado no município. A pergunta que eu faço é: Como o loteamento é ilegal, se os moradores pagam IPTU, rede de esgoto e taxa de iluminação pública? Afinal, quem está mentindo nessa hora?”
Teve um ano em que os moradores chegaram a discutir a possibilidade de asfaltarem a rua por conta própria, mas o custo ficou muito alto. No mínimo cada morador teria que colaborar com cinco mil reais e nem todos tinham condições de arcar com este custo.
Quem também tem que tirar dinheiro do bolso para minimizar o problema na rua é a direção de uma escola de ensino fundamental que funciona no bairro. Várias vezes os donos da escola pagaram para colocar caçambas de aterro para atender as reclamações dos pais de alunos.
Outros moradores reclamam da desvalorização dos imóveis e a dificuldade de alugar as casas. “O investimento feito acaba ficando parado”, ressaltou um morador que construiu várias casas para aluguel e há muito tempo estão desabitada, mesmo com redução do valor.
Agora quem souber responder para onde corre e vai parar todo este cascalho e lama, ganha um doce.
Fonte:jornalnovafronteira



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