Quase 2 mil bombeiros combatem incêndio no centro de Portugal

Quase 2 mil bombeiros continuam combatendo o fogo, nesta segunda-feira (19), no centro Portugal, em um incêndio que já causou 62 mortes, segundo os últimos números da Defesa Civil do país.Um incêndio florestal de grandes proporções matou pelo menos 61 pessoas e deixou 59 feridos em Pedrógão, região central de Portugal, no sábado (17)

Foi impossível controlar durante a noite o fogo, que afeta os distritos de Leiria — onde começou o incêndio no sábado (17) e onde se concentram mais meios de combate —, Coimbra e Castelo Branco, todos no centro do país.

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Os últimos dados oficiais atualizaram para 62 o número de mortos e 62 o de feridos, dois dos quais permanecem em estado grave. Ao menos metade das vítimas morreu dentro de seus carros tentando fugir por uma via expressa local, e muitos outros corpos foram encontrados perto da estrada, o que leva a crer que provavelmente abandonaram seus automóveis em pânico.

O primeiro-ministro português, António Costa, classificou o incidente como a maior tragédia humana do passado recente do país.

Uma chuva leve iniciada na manhã desta segunda-feira causou apenas um alívio modesto à população atingida e aos bombeiros exaustos. Aviões levando água, inclusive franceses e espanhóis, retomaram suas missões após uma pausa de domingo para segunda-feira.


Espera-se que ao longo da manhã cheguem mais aviões procedentes da Espanha e da França para controlar a situação.

A causa mais provável do incêndio foi a queda de um raio em uma árvore, segundo disseram fontes da Polícia Judicial à Agência EFE.

Críticas da imprensa

Apesar de o governo ter garantido que a resposta inicial dos serviços de emergência foi rápida e adequada, muitos veículos de mídia e moradores questionaram a eficiência da operação e o planejamento estratégico em um país que está habituado a ver incêndios em áreas florestais todos os anos.

"Então o que falhou neste sábado? Tudo, como vem falhando há décadas", disse a manchete do jornal Público, que culpou a falta de coordenação entre os serviços de prevenção de incêndios e os bombeiros e o planejamento deficiente de reservas florestais.
O fogo se alastrou por uma área montanhosa, 200 km a sudeste de Lisboa, em meio a uma intensa onda de calor e ventos fortes
Entre as vítimas de ferimentos, há oito bombeiros, quatro deles em estado grave. Uma criança está também internada

A União Europeia disse que enviará aeronaves de combate a incêndios para ajudar Portugal. A França ofereceu três aviões e a Espanha enviou dois, disseram autoridades
Incêndios queimaram carros e deixaram mais de 60 mortos

Fonte: R7.com
Fotos: Reuters

Quase 2 mil bombeiros combatem incêndio no centro de Portugal

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