Nilo e Felix têm posições políticas diferentes de ACM Neto




Cotados para integrar a chapa de ACM Neto (União Brasil), os deputados federais Marcelo Nilo (PSB) e Félix Mendonça Júnior (PDT) têm tido posições políticas diferentes do ex-prefeito soteropolitano. As votações dos parlamentares na Câmara dos Deputados demonstram as discrepâncias.

Diferentemente de ACM Neto, Félix e Nilo se posicionaram contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e aprovada em 2019. Especulado para ser candidato a senador na majoritária oposicionista, o parlamentar do PSB declarou que foi contra a reforma porque era “perversa com quem ganha pouco”. Já Félix afirmou que a matéria afetava o “povo mais humilde, mais pobre”.

Na época, Neto defendeu a mudança da Previdência, e disse que era preciso aprová-la “o quanto antes”. Então prefeito de Salvador, ele chegou a enviar um projeto semelhante para a Câmara de Vereadores, que aprovou. Nilo está em seu primeiro mandato de deputado federal, e participou de poucas votações polêmicas na Câmara dos Deputados.

Mais experiente na Casa, o pedetista esteve presente na votação da proposta de teto de gastos e da reforma trabalhista, do governo do presidente Michel Temer (MDB). Em ambos os projetos, Félix, que é cotado para ser postulante a vice-governador, se posicionou contrário a ACM Neto. Neto disse que era a favor de limitar os gastos, e argumentou que era uma “remédio” que iria “salvar o paciente”. Já sobre as mudanças na legislação trabalhista, ele afirmou que era um “avanço para o país”.

Impeachment

Sobre o impeachment de Bolsonaro, ACM Neto e Marcelo Nilo convergiram no assunto. Ambos afirmaram que afastar o presidente traria impacto negativo para o país. “Eu sou contra o impeachment, porque o impeachment é muito ruim para a economia do país. Mas ele tem que respeitar a democracia”, disse o deputado do PSB.

Já o ex-prefeito afirmou que não havia “clima” no Brasil para a saída de Bolsonaro. Félix se posicionou a favor do impeachment. “A crise política é agravada por inúmeras condutas ilegais assumidas pelo presidente da República, que podem ser enquadradas como crime de responsabilidade, com flagrante desrespeito à Constituição Federal, passíveis de impeachment”, declarou o pedetista.

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