Gabriel Monteiro é acusado de assédio moral, estupro e de forjar vídeos no Youtube

 


Terceiro vereador mais votado do Rio de Janeiro, o ex-PM Gabriel Monteiro foi acusado de assédio moral e sexual, além de cometer irregularidades em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio e de forjar vídeos no Youtube, com cenas montadas de tiroteio em favela e de ajuda a uma criança carente. As revelações foram feitas em uma reportagem exibida no Fantástico neste domingo (28).

Uma das acusações de assédio sexual foi feita por uma ex-funcionária do vereador, que relatou situações ocorridas durante o trabalho. “Ele me abraçava assim por trás, ‘te amo’ e não sei o que, ‘você é minha amiga’. Beijava o meu rosto, saía de pênis ereto e ia mostrar para o segurança”, contou Luiza Batista. “Uma vez, foi no carro que ele começou pedindo para fazer massagem no meu pé. Puxou meu pé e fez massagem. Eu tentava tirar o pé e ele segurava. Aí foi começando a passar a mão nas minhas pernas. Foi para o banco de trás e começou a me agarrar, me morder, me lamber”, relatou, afirmando que chegou a se queixar das investidas de Gabriel .

“Dá pra ver que ele chegava a passar [a mão]. Eu falava: Gabriel, não gosto de gravar esses vídeos, você sabe. E toda vez ele ficava descendo a mão. Cansou de passar a mão na minha bunda. E eu segurando a mão dele. Pedindo e pedindo”, conta a ex-funcionaria, que disse ter se sentido culpada e pensado em se suicidar após os episódios de assédio.

Uma outra mulher, que preferiu ficar anônima, disse que começou a ter relação sexual consensual com o vereador, mas que em determinado momento o ato evoluiu para um estupro. “Teve um momento que ele usou força. Me segurou e foi com tudo. Me deixou sem saída. Eu pedindo para ele parar, ele não respeitou o momento em que eu pedi para ele parar”, relatou a mulher, que acusa Gabriel Monteiro de estupro. “E ele rindo, ‘é uma brincadeira. Não leva a sério, não. Não fica chateada”, lembrou.

Além das mulheres, um funcionário também contou ter presenciado episódios constrangedores na casa do vereador, onde era obrigado a cumprir expediente. “A gente ficava ali na frente e várias vezes ele foi na parte da frente da varanda da casa, e em outros cômodos a gente já viu também, com o órgão sexual para fora. E se vangloriando do tamanho do pênis. E mesmo se masturbando na frente de toda a equipe”, disse o rapaz.

O assessor parlamentar Mateus Souza contou também que o vereador o obrigava a “fazer carinhos” “Eu pedia pra parar e ele não parava”, disse o funcionário. A mesma situação foi relatada pelo assessor Heitor Monteiro, segundo o qual Gabriel pedia carícias “em todas as regiões do corpo” e já chegou a pedir também na genitália.


VÍDEOS FORJADOS

Em outros trechos da reportagem do Fantástico o vereador aparece dramatizando cenas simulando participação em tiroteio. Nos vídeos ele dirige sua equipe, aparece descontraído em meio aos tiros e treinando o que seria relatado aos policiais acionados por ele.

Outro vídeo mostra Gabriel Monteiro com uma menina em uma mesa de praça de alimentação em um shopping, orientando a criança a repetir um texto dizendo que sem a ajuda dele não teria o que comer, mas estava comendo o que mais gosta.

Em outro vídeo que a reportagem teve acesso ao material bruto, Gabriel é visto orientando uma criança a dizer que está sem comida. Na versão editada, publicada em suas redes sociais, ele leva a menina ao shopping e ouve que “está comendo o que mais gosta”.

 

 

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