Policiais de esquerda se organizam para fazer segurança de Lula

 




A presença de Lula no desfile de Dois de Julho, ao mesmo tempo que mobiliza e anima a militância, cria uma preocupação com a segurança do ex-presidente e líder das pesquisas para a eleição presidencial. O percurso em meio à multidão será um desafio e profissionais da segurança se organizam para evitar surpresas.

Segundo a Coordenação Estadual do Setorial de Segurança Pública do PT Bahia, policiais civis, militares, federais, penais, rodoviários e peritos técnicos que atualmente integram o Setorial petista e policiais que são filiados a outros partidos de esquerda como o PSB, PSD, PV e REDE irão acompanhar a vinda do ex-presidente à Bahia.

O grupo será representado pelo presidente do Sindipol Bahia, José Mário; o presidente do Sinspeb, Reivon Pimentel e o Diretor Ramon Carvalhal; Roberto José, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o presidente da Cobrapol, Adriano Bandeira, o diretor da Cobrapol, Ênio Santos, e Jadilson Ferreira, do PV Bahia.

O Coordenador Estadual do Setorial de Segurança Pública do PT Bahia, Agrimaldo Souza, destaca que as ameaças feitas por bolsonaristas ao ex-presidente Lula passaram do mundo virtual ao "real". "Por isso, tivemos a necessidade de reforçar a segurança. Policiais de todas as Forças de Segurança, filiados e militantes do Partido dos Trabalhadores de todos os estados, que integram os Setoriais Estaduais de Segurança Pública do partido, foram chamados pela Coordenação Nacional do Setorial para que passassem a atuar como voluntários na segurança e proteção do ex-presidente Lula, nosso pré-candidato à presidência do Brasil", explica.

Agrimaldo salienta que, apesar da polêmica gerada pela declaração de Lula, quando o ex-presidente fez distinção entre "policial" e "gente" ao afirmar que "o presidente Jair Bolsonaro (PL) não gosta de gente, apenas de polícia", os policiais que compõem o grupo defendem "valores da esquerda" e apoiam a pré-candidatura de Lula ao Palácio do Planalto.

"Reagimos com perplexidade e surpresa! Somos militantes e exercemos nossa função complexa e árdua enquanto trabalhadores. Mas para nós militantes, profissionais da Segurança Pública, o mais importante foi o pedido de desculpas do Lula e o reconhecimento da necessidade de caminhar e ouvir o quê os trabalhadores da base têm a dizer, abrindo, desde então, espaço para o diálogo, que irá possibilitar a construção de uma Segurança Pública diferente da que existe hoje. A sociedade clama e merece uma Segurança Pública que proteja sem tirar vidas", frisa o Coordenador Estadual do Setorial de Segurança Pública do PT Bahia.

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